Crimes Reais
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20 تغريدة 1,096 قراءة Apr 06, 2023
A garota de 16 anos que foi torturada e mantida em cativeiro durante 41 dias por um grupo de mais de 100 homens após rejeitar um deles: o caso Junko Furuta.
Junko Furuta, de 17 anos, era descrita como uma jovem simpática e popular que cursava seu último ano na Yashio-Minami High School, em Misato, província de Saitama, Japão. Ela se destacava por sua boa conduta, pois não se envolvia com atividades ilícitas e uso de drogas.
Seu pesadelo teve início no dia 25 de novembro de 1988: um colega de escola, Hiroshi Miyano, afiliado à organização criminosa Yakuza, perambulava à noite com Shinji Minato quando avistou Junko pedalando para casa, após seu trabalho de meio período como garçonete.
Há relatos de que Hiroshi tinha uma queda por Junko, mas havia sido rejeitado por ela, o que supostamente o enfureceu devido ao seu poder e reputação. Então, sob suas ordens, Minato derrubou Junko da bicicleta e saiu correndo em seguida.
Como planejado, Hiroshi se aproximou, fingindo não ter segundas intenções, e se ofereceu para levá-la até sua casa em segurança. Ela não imaginava que seria guiada para um armazém próximo dali, onde foi estuprada e, posteriormente, levada para um hotel.
Nesse momento, Hiroshi ligou para seus amigos Minato, Jō Ogura e Yasushi Watanabe, se vangloriando por seus atos brutais, o que fez Ogura também se interessar pela garota. Assim, por volta das 3h da manhã, eles se encontraram em um parque.
Junko foi ameaçada de morte caso não colaborasse e tentasse escapar - opção que seria melhor ao que estava por vir. Então, passou a ser mantida em cativeiro na casa dos pais de Minato, localizada em Ayase, no distrito de Adachi, Tóquio, local que era ponto de encontro de gangues.
De início, para tentarem se livrar de futuros problemas, Junko foi forçada a ligar para sua família e simular uma fuga de casa por vontade própria. Além disso, fingia ser a namorada de um dos garotos quando os pais de Minato estavam por perto.
Junko viveu um verdadeiro horror. Ela foi estuprada repetidamente por dias e teve objetos como garrafas, cigarros, tesouras e até fogos de artificio, também introduzidos em suas partes íntimas. Além disso, era forçada a se masturbar em frente ao grupo.
Seu corpo era utilizado diariamente como "banheiro" e saco de pancadas. Junko foi golpeada incontáveis vezes por bastões de metal e tacos de golfe, enquanto estava pendurada com as mãos no teto. Seu nariz foi quebrado e ela só conseguia respirar pela boca.
Junko permanecia despida na maior parte do tempo enquanto os sequestradores e seus convidados se revezassam para violentá-la, com raras interrupções. A brutalidade foi tanta, que os ferimentos afetaram gravemente seu crânio, comprometendo as funções cerebrais da vítima.
No décimo primeiro dia, a menina conseguiu ligar para a polícia, mas foi descoberta antes que pudesse pedir socorro. A ligação foi retornada, mas Hiroshi alegou engano. Como punição, ela foi queimada e proibida de receber comida, sendo obrigada a comer baratas vivas e beber urina
Acredita-se que, após 20 dias de permanência no cárcere, ela havia perdido boa parte da capacidade motora, além de ter desenvolvido incontinência urinária e fecal. Em seus últimos dias de vida, teve halteres jogados em seu estômago, esmagando seus órgãos internos.
Além disso, foi obrigada a perfurar os seios com agulhas e arrancar seu mamilo esquerdo com um alicate. Junko chegou a passar noites na varanda, submetida às baixíssimas temperaturas do inverno japonês e sem quaisquer roupas ou lençóis para se proteger do frio.
No ápice das torturas, a face de Junko foi esmagada contra o chão de concreto e pisoteada por seus algozes, que também atearam fogo em suas pernas e quebraram vários de seus ossos.
Junko tentou fugir várias vezes, chegando a implorar por ajuda aos pais de Minato. Em outra circunstância, pela denúncia de um dos convidados, policiais chegaram a ir até a casa de Hiroshi, mas acreditaram nas palavras do sequestrador e se recusaram a checar o local.
No cárcere, ela foi humilhada e torturada por mais de 40 dias. Durante o período, Junko implorava incessantemente para que os garotos dessem um fim em seu sofrimento e a matassem, mas os abusos eram cometidos de forma que continuasse "viva".
Misericordiosamente, no dia 4 de janeiro de 1989, ela foi desafiada no jogo de paciência Mahjong e venceu a partida, episódio que marcou sua sentença de morte. Ela foi espancada, mutilada e queimada viva. Convulsões causadas por esses traumas propiciaram seus últimos suspiros.
No dia seguinte, seu cadáver foi desovado em um tambor de metal de 55 litros e coberto por concreto. O local onde foi descartado atualmente é o parque Wakasu, em Tóquio. No fim daquele mês, Hiroshi foi interrogado pela polícia por outro crime, mas confessou sobre a morte de Junko
O tanque foi recuperado no dia 29 de março e Junko foi identificada por suas impressões digitais. A necropsia conseguiu determinar todos os danos sofridos pela vítima ao longo de seu período encarcerada. Seu funeral foi realizado no dia 2 de abril de 1989.
Os quatro garotos que participaram de seu sequestro confessaram o crime com extrema frieza e ironia, contando cada detalhe dos abusos e torturas. Como se isso não bastasse, eles argumentaram que acreditavam que Junko fingiu boa parte de seu sofrimento.
Como não eram maiores de idade à época do crime, suas identidades foram omitidas pela corte japonesa. Todavia, no dia 20 de abril de 1989, a publicação Shukan Bunshun divulgou os nomes dos envolvidos. Eles foram julgados como adultos devido à gravidade e à repercussão do caso.
O grupo foi condenado pelo sequestro, tortura e assassinato de Junko Furuta, com uma ressalva: os estupros não foram contabilizados, pois foram identificados sêmen e pelos pubianos de centenas de homens no cadáver da vítima. As penas variaram de 7 a 20 anos prisão.
O mandante, Hiroshi Miyano, condenado a 20 anos de prisão, pleiteou liberdade condicional após 14 anos de pena. O pedido foi negado. Quando saiu da prisão, em 2009, mudou seu nome para Hiroshi Yokoyama. Sua família pagou 50 milhões de ienes aos pais da vítima como "compensação".
Julgado como co-autor, Jō Ogura cumpriu 8 anos em uma prisão juvenil e mudou seu nome para Jō Kamisaku após ser libertado. Algumas fontes relatam que sua mãe teria vandalizado o túmulo de Junko, pois a jovem seria a responsável por arruinar a vida de seu filho.
Shinji Minato, dono da casa, mais tarde demolida, condenado a 9 anos, alterou seu nome para Nobuharu Minato. Mesmo com o pedido dos pais da garota, sua família não foi condenada. Yasushi Watanabe, sentenciado de a 7 anos, foi o único que não retornou à vida criminosa.
O envolvimento da Yazuka contribuiu com a demora da investigação e com as sentenças brandas quando comparadas à crueldade do crime. Milhares de cartas e ligações da população chegaram ao Tribunal Distrital de Tóquio e à promotoria, exigindo pena de morte dos jovens, sem sucesso.
Inspirados pelo crime, foram lançados os filmes "Concrete - Encased High School Girl Murder Case" (1995), "Juvenile Crime - aka School Girl in Cement" (1997), "Concrete - Schoolgirl in Cement" (2004). Por último, também em 2004, "Junko".
Há rumores de que, no Japão, sobretudo à época do caso, adultos contam a história de Junko para crianças desobedientes, retratando-a como uma pessoa de má índole, criando uma versão deturpada do crime para passar uma “lição” aos jovens sobre seus atos e suas consequências.

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