Seu pesadelo teve início no dia 25 de novembro de 1988: um colega de escola, Hiroshi Miyano, afiliado à organização criminosa Yakuza, perambulava à noite com Shinji Minato quando avistou Junko pedalando para casa, após seu trabalho de meio período como garçonete.
Há relatos de que Hiroshi tinha uma queda por Junko, mas havia sido rejeitado por ela, o que supostamente o enfureceu devido ao seu poder e reputação. Então, sob suas ordens, Minato derrubou Junko da bicicleta e saiu correndo em seguida.
Como planejado, Hiroshi se aproximou, fingindo não ter segundas intenções, e se ofereceu para levá-la até sua casa em segurança. Ela não imaginava que seria guiada para um armazém próximo dali, onde foi estuprada e, posteriormente, levada para um hotel.
Nesse momento, Hiroshi ligou para seus amigos Minato, Jō Ogura e Yasushi Watanabe, se vangloriando por seus atos brutais, o que fez Ogura também se interessar pela garota. Assim, por volta das 3h da manhã, eles se encontraram em um parque.
Acredita-se que, após 20 dias de permanência no cárcere, ela havia perdido boa parte da capacidade motora, além de ter desenvolvido incontinência urinária e fecal. Em seus últimos dias de vida, teve halteres jogados em seu estômago, esmagando seus órgãos internos.
No ápice das torturas, a face de Junko foi esmagada contra o chão de concreto e pisoteada por seus algozes, que também atearam fogo em suas pernas e quebraram vários de seus ossos.
No cárcere, ela foi humilhada e torturada por mais de 40 dias. Durante o período, Junko implorava incessantemente para que os garotos dessem um fim em seu sofrimento e a matassem, mas os abusos eram cometidos de forma que continuasse "viva".
Misericordiosamente, no dia 4 de janeiro de 1989, ela foi desafiada no jogo de paciência Mahjong e venceu a partida, episódio que marcou sua sentença de morte. Ela foi espancada, mutilada e queimada viva. Convulsões causadas por esses traumas propiciaram seus últimos suspiros.
Os quatro garotos que participaram de seu sequestro confessaram o crime com extrema frieza e ironia, contando cada detalhe dos abusos e torturas. Como se isso não bastasse, eles argumentaram que acreditavam que Junko fingiu boa parte de seu sofrimento.
O grupo foi condenado pelo sequestro, tortura e assassinato de Junko Furuta, com uma ressalva: os estupros não foram contabilizados, pois foram identificados sêmen e pelos pubianos de centenas de homens no cadáver da vítima. As penas variaram de 7 a 20 anos prisão.
O envolvimento da Yazuka contribuiu com a demora da investigação e com as sentenças brandas quando comparadas à crueldade do crime. Milhares de cartas e ligações da população chegaram ao Tribunal Distrital de Tóquio e à promotoria, exigindo pena de morte dos jovens, sem sucesso.
جاري تحميل الاقتراحات...