Crimes Reais
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20 تغريدة 692 قراءة Mar 20, 2023
A mulher que envenenou toda a família de um homem para ficar com ele:
Jeferson Eduardo Brandão e Adriane Ribeiro Santos se casaram em meados de 2017. Após anos de relacionamento, do qual nasceram Greicy e Ruth, a cerimônia ocorreu no centro de eventos de Nagé, distrito de Maragogipe (BA), custeada por uma recém-conhecida do casal: Elisângela.
Elisângela Almeida de Oliveira conheceu o casal em um evento de uma igreja local, sediado na casa dela. A mulher, que era casada e tinha dois filhos, ficou particularmente próxima de Jeferson, por quem dizia nutrir um “amor de mãe” e pedia que ele se referisse a ela como tal.
Elisângela alegava que ela tinha um elo de maternidade divino com Jeferson. Segundo a mãe biológica do pescador, Raimunda, “Ela falava que Jefferson tinha saído daqui [aponta para a própria barriga], mas que tinha saído dela também e que era Deus quem estava dizendo”.
Rapidamente, Elisângela, proprietária de um negócio de venda de salgados e doces em Conceição da Feira, município também localizado no Recôncavo Baiano, conquistou a confiança do casal. Após custear o casamento deles, ela passou a frequentar a casa da família com frequência.
Tais visitas coincidiram com uma sequência de tragédias na família de Jeferson e Adriane. A primeira vítima foi o cachorro do casal, que morreu em meados de julho de 2018. No fim daquele mês, Greicy, então com 5 anos, passou mal enquanto estava no sofá com Elisângela.
A menina, que estava comendo acompanhada da “avó”, começou a salivar em excesso e apresentar fraqueza pelo corpo. Greicy foi socorrida, mas não resistiu. A equipe médica determinou que a garota, que era diabética, teria morrido por conta de hiperglicemia causada por remédios.
Uma semana depois, enquanto a família ainda tentava se recuperar da morte de Greicy, Ruth, de apenas 2 anos, passou mal após comer uma panqueca preparada por Elisângela. Apresentando um quadro de sintomas semelhante ao da irmã, ela foi levada às pressas para uma UPA.
No entanto, Ruth também não resistiu. O que se pensava ser uma tragédia provava se tratar de algo premeditado: o médico que atendeu a menina suspeitava que ela teria sido envenenada. Uma semana depois, não restariam dúvidas quanto à causa das mortes das crianças.
No dia 13 de agosto de 2018, uma semana após a morte da segunda filha do casal, Elisângela preparou uma moqueca de fígado para Jeferson e Adriane e, mais tarde, insistiu que tomassem um chocolate quente que havia preparado. A esposa do pescador cedeu e, pouco depois, veio a óbito
Adriane passou mal durante um culto, estando com secreções em excesso, extremidades frias e pouco responsivas e um quadro de excesso de glicose no sangue. Sávilo Santana, médico que atendeu Ruth e Adriane na UPA de Maragogipe, acreditava que foram envenenadas.
Com a morte da mãe e suas duas filhas num período de duas semanas, em que todas morreram em segundas-feiras, em circunstâncias semelhantes a Polícia Civil trabalhava com a hipótese de que haveria um único responsável por todos os óbitos.
Jeferson era um dos principais suspeitos, mas negou todos os crimes. De início, ele também não sabia apontar quem poderia ter assassinado sua esposa e filhas. As suspeitas começaram após os depoimentos de Elisângela e de seu marido, Valci Boaventura Soares.
Elisângela estava muito exaltada, chegando a gritar enquanto depunha. Ela acusava Jeferson de assassinar a família, alegando que ele e a esposa brigavam com constância e que ele agredia Adriane. Além disso, após o marido depor, questionou se ele teria falado “alguma besteira”.
Elisângela ficou especialmente revoltada quando a polícia anunciou que exumaria os corpos das crianças para a realização de laudos cadavéricos. As necropsias apontaram que Adriane, Greicy e Ruth tiveram a mesma causa de morte: envenenamento por inseticida de uso agrícola.
Durante o inquérito, foi apurado que Elisângela e Valci tentaram coagir testemunhas para não colaborarem com as investigações e que destruíram provas que poderiam incriminá-los. Após diversos testemunhos e um mandado de busca e apreensão na casa do casal, eles foram presos.
O mandado de prisão foi emitido em outubro de 2018, após a polícia concluir que o casal teria conspirado para envenenar Adriane e suas filhas. A motivação seria um sentimento afetivo nutrido por Elisângela em relação a Jeferson, que planejava ficar com o viúvo após as mortes.
Na delegacia, Elisângela insistiu que Jeferson cometeu os crimes após Adriane descobrir que ele teria a traído. Elisângela permanece presa e responde por três homicídios triplamente qualificados por motivo torpe, emprego de veneno e meio que impossibilita a defesa da vítima.
Valci foi libertado da prisão temporária por ausência de provas contra ele, mas também foi indiciado em liberdade pelos mesmos crimes, após novos indícios constatarem que teria participado no planejamento e consumação do envenenamento.
Apesar de a pressão popular e da família das vítimas e de Jeferson por Justiça e por um processo célere, o casal ainda aguarda julgamento perante o Tribunal do Júri.
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