Copa Além da Copa
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@copaalemdacopa

11 تغريدة 8 قراءة Dec 10, 2022
Um minuto de pesquisa na internet é suficiente para encontrar várias ocasiões em que Cristiano Ronaldo foi citado como possível retorno do Rei Sebastião.
O homem destinado a levar Portugal à glória mas que, no Marrocos, encontrou sua ruína pessoal e a da nação.
O Rei Sebatião tinha como sonho uma cruzada que expandiria a Reconquista ibérica ao Marrocos. Era uma época de auge e brilho do Império Português.
Com apenas 24 anos de idade e sem herdeiro, partiu para a guerra. Desapareceu na Batalha de Alcácer-Quibir, em 1578.
O desaparecimento de Sebastião marca o início do declínio de Portugal.
Seu tio, o cardeal Dom Henrique, de 78 anos, foi seu sucessor, mas obviamente também não tinha herdeiros. Quando morreu, Portugal entrou em uma crise de sucessão que levou à União Ibérica.
Entre 1580 e 1640, os reis de Portugal foram os reis da Espanha. Filipe I e Filipe II mantiveram o status português, mas Filipe III quis fazer do país uma província espanhola.
Quando houve a restauração da monarquia de Portugal, era tarde: o país não era sombra do que já fora.
O sebastianismo é mais sobre Portugal do que sobre o Rei Sebastião: é o desejo de retorno aos tempos de glória, de retorno ao topo do mundo.
Em tempos que o futebol, representado pela Copa do Mundo, é a disputa pelo topo, nada como atribuir a figura do Rei Sebastião a jogadores.
Portugal batalha contra Marrocos e uma vitória significa a sua terceira ida a uma semi-final de Copa do Mundo.
Mas Marrocos venceu a Batalha de Alcácer-Quibir, tirando Portugal do topo do mundo, e agora pode impedir que a volta a tal topo aconteça.
Cristiano Ronaldo, no ocaso de sua carreira, tem poucas chances de restaurar o lugar de Portugal no topo
Talvez a personificação do retorno de Dom Sebastião seja Gonçalo Ramos, 21 anos, que anotou um hat-trick contra a Suíça nas Oitavas de Final.
Vale dizer, a Batalha de Alcácer-Quibir é conhecida como "Batalha dos Três Reis", porque os dois comandantes marroquinos envolvidos nela, Mulei Mohammed, aliado de Dom Sebastião, e Mulei Moluco também morreram.
Marrocos perdeu seus líderes pelo caminho, mas saiu vitorioso.
Assim como hoje tem a melhor defesa da Copa, com apenas um gol sofrido em quatro jogos, Marrocos manteve seu território livre dos avanços estrangeiros.
Foi o único país do Norte da África não dominado pelo Império Otomano. Só não resistiria aos franceses, já no século XIX...
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