animadora de enterro
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@phantomwtch

27 تغريدة 4 قراءة Nov 04, 2022
Hoje faz 53 anos que Marighella foi covardemente morto pela ditadura.
Marighella é uma das figuras que mais gosto dentro do comunismo (se não for minha favorita), então segue a thread pra conhecer melhor O HOMI 🧵
• Correções e adições de camaradas são sempre bem vindas, eu fixo como edit no fim da thread.
• No texto alternativo, coloquei informações sobre as imagens usadas nessa thread.
Leia essa thread ouvindo:
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Carlos Marighella nasceu em Salvador-BA em 5 de dezembro de 1911.
Filho de Augusto Marighella (imigrante italiano, metalúrgico e mecânico) e de Maria Rita do Nascimento (filha livre de escravos africanos e empregada doméstica), era um dos 7 filhos do casal.
A família morava na Baixa do Sapateiro, em Salvador. Houveram notícias em 2015 que a casa em que o guerrilheiro cresceu seria tombada como patrimônio, para tour a respeito da ditadura, mas não encontrei registros se ela de fato foi tombada ou não. (Fonte: g1.globo.com)
Marighella sempre foi incentivado a estudar e foi alfabetizado cedo, tinha gosto por literatura e escrevia poesia.
Quando entrou no Ginásio da Bahia, teve o feito de responder uma prova de física em versos. Prova esta que ficou exposta no colégio até o golpe de 64.
Ainda em 1929, Marighella entra na Escola Politecnica da Bahia para cursar Engenharia. Ainda na universidade, ele se aproxima da juventude do PCB.
Foi preso pela primeira vez em 1932 por conta de um poema satírico direcionado ao então governador da Bahia, Juracy Magalhães.
Após ser liberto, prosseguiu com as pautas políticas e foi suspenso da universidade em 1934 por panfletagem e não retornou posteriormente, se dedicando ainda mais a militância.
Em 1935 houve a Revolta Vermelha, uma tentativa de revolução brasileira, e Marighella estava lá. O movimento foi liderado por Olga Benário e Luís Carlos Prestes, composto pelos militantes do PCB, ANL e pelo COMITE.
A revolução não foi bem sucedida, contando com pessoas presas, mortas e torturadas.
Em 1936, Marighella foi transferido para o RJ com o objetivo de reorganizar os militantes após o fracasso da Revolta Vermelha. Em maio, foi preso e torturado pela polícia de Filinto Müller.
Um ano depois, foi solto e entrou pra clandestinidade, já que durante a ditadura os militantes eram mortos, presos e torturados. Marighella continuou se dedicando aos seus escritos, formação de novos militantes e eventos.
Em 1939, foi preso e torturado pela terceira vez, saindo da prisão somente em 1945 com a anistia do processo de redemocratização.
Em 1946, com o PCB de volta à legalidade e com construção de novas candidaturas, Marighella foi eleito deputado federal da Bahia.
Em 1948, teve seu mandato cassado.
No período da guerra fria, o Governo Dutra, diante da orientação do governo estadunidense, cassou todos os mandatos de partidos comunistas no Brasil. Nisso, Marighella retorna à clandestinidade mais uma vez.
Em 1953 e 1954, foi para a China, ver a Revolução Chinesa. Retornando ao Brasil, continuou a luta contra a privatização das estatais, contra o monopólio do petróleo e o envio de soldados para a Coréia.
Em 1964, com a instauração do golpe militar, Marighella foi perseguido e baleado e preso pelo DOPS, sendo libertado em 1965 devido a má repercussão da prisão.
Ainda em 65, escreveu "A Crise Brasileira" e em 1966, se desligou da parte executiva do PCB.
🔗Leia "A Crise Brasileira": marxists.org
Em 67 foi para Cuba, onde se encontrou com Fidel Castro e participou da Organização Latino-Americana de Solidariedade e escreveu "Algumas Questões sobre a Guerrilha no Brasil", publicando em 1968.
🔗Leia "Algumas Questões sobre a Guerrilha no Brasil" marxists.org
Ainda em 67, foi expulso do PCB e em 1968 fundou a maior guerrilha do Brasil, a ALN (Ação Libertadora Nacional), que no ano seguinte agiu em conjunto a MR-8, o Movimento Revolucionário 8 de Outubro
Em 1969, Marighella foi declarado inimigo número um do governo e procurado pelos repressores da ditadura.
Video: gravação do comunicado da rádio clandestina da revolução
Em 4 de novembro de 1969, Carlos Marighella foi emboscado pelos agentes do DOPS na Alameda Casa Branca em São Paulo, sendo brutalmente e covardemente assassinado a tiros numa operação coordenada pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury.
Ainda em 69, Marighella escreveu o Mini Manual do Guerrilheiro Urbano, uma das obras mais populares dele
🔗Leia aqui: marxists.org
Extras:
Para ler e assistir:
"Marighella: O Guerrilheiro que Incendiou o Mundo", de Mário Magalhães
"Marighella", dirigido por Wagner Moura
Fim da Thread, obrigada a quem leu até aqui!

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